O cantor e compositor Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos. O músico faleceu no Hospital 9 de julho, em São Paulo, de complicações de um câncer.
O músico nasceu em Uday Velloso, no município de Nova Friburgo, no dia 28 de novembro de 1941. Criado na cidade do Rio de Janeiro, Benito fez sucesso nos anos 1970, com um estilo de samba diferente.
O cantor que sempre afirmava ser um "sambeiro" e "pianeiro", se apresentou, em 2023, na festa do Pré-Carnaval da Prefeitura de Fortaleza.
Benito Di Paula também fez muito sucesso nos palcos dos auditórios dos programas de TV, com um visual informal composto por anéis, casacas, colares, gravatas borboletas, pulseiras, além dos cabelos longos e cacheados.
Benito de Paula lançou em 1971 o primeiro álbum, “Benito Di Paula”. Contudo, o sucesso começou em 1973 com dolente samba-canção, “Retalhos de cetim”.
Ele foi autor de sucessos como “Charlie Brown” (1974), “Beleza que é você mulher” (1974), “Bandeira do samba” (1975), “Como dizia o mestre” (1975), “Vai ficar na saudade” (1975), “Tudo está no seu lugar” (1976), “Do jeito que a vida quer (1976, samba dos versos confessionais “...É que meu samba me ajuda na vida / Minha dor vai passando esquecida”), “Assobiar e chupar cana” (1977) e “Proteção às borboletas” (1977).
Apresentadas ao longo de quatro anos, no já mencionado período de 1973 a 1977, auge da carreira de Benito, essas músicas atestaram o talento do compositor para fazer samba descolado da matriz do gênero, ainda que a assumida maior influência do sambeiro tenha sido a obra do bamba Ataulfo Alves (1909 – 1969).
“Amigo do sol amigo da lua” foi o último sucesso de Benito Di Paula, apesar de o cantor ter continuado a lançar álbuns com regularidade até 1996, ano do “Baileiro sem repercussão.
Por fim, Di Paula apresentou dois álbuns com músicas inéditas: “A felicidade é nossa”, em 2017, e o recente “O infalível zen” (2021), disco com o qual celebrou 80 anos.
